
Vídeo analítico: como reduzir falsos positivos em ambientes corporativos
Organize as ocorrências, ajuste a regra e comprove que os eventos relevantes continuam chegando à operação.
Para reduzir falsos positivos no vídeo analítico, defina o evento que exige resposta, investigue as imagens que originaram os alertas e ajuste uma condição por vez. Depois, repita testes com situações que devem e que não devem gerar alarme. A queda no número de notificações só representa melhoria quando as detecções necessárias continuam sendo verificadas.
Transforme a necessidade da operação em um evento verificável
“Avisar quando houver algo estranho” deixa segurança, facilities e integrador com interpretações diferentes. Como ponto de partida, descreva quem ou o que deve ser detectado, em qual espaço, em que horário e qual comportamento exige atendimento. Acrescente exemplos de circulação permitida e situações que precisam ser encaminhadas ao operador.
Um alerta de presença pode estar tecnicamente correto e ainda ser desnecessário para a rotina. Para este roteiro, separe erro de detecção de regra mal definida: reconhecer uma pessoa onde há apenas uma sombra é diferente de reconhecer uma pessoa autorizada numa área cujo horário foi configurado incorretamente.
O planejamento de CFTV para empresas trata da cobertura e dos objetivos do Circuito Fechado de Televisão (CFTV). No ajuste do analítico, transforme esse objetivo geral em critérios que possam ser demonstrados na cena de cada câmera.
Associe cada alerta à imagem e à configuração em uso
O roteiro sugerido começa por um registro compartilhado: câmera, data, horário, regra, versão do software, configuração aplicada, trecho de vídeo e avaliação do operador. Guarde também a justificativa dessa avaliação. Sem essa referência, uma alteração de configuração pode ser confundida com mudança no movimento do local.
Separe as ocorrências por causa provável antes de propor intervenção. A classificação abaixo é uma ferramenta editorial de triagem; a confirmação depende da análise do sistema instalado.
| Ocorrência observada | Pergunta de diagnóstico | Próxima evidência |
|---|---|---|
| Objeto identificado de forma incorreta | A imagem permite distinguir o alvo naquela condição? | Trecho original e inspeção da cena |
| Circulação permitida gera alerta | A regra representa o espaço e o horário pretendidos? | Comparação entre requisito e configuração |
| Alerta aparece várias vezes para o mesmo episódio | Há mais de uma regra ou encaminhamento envolvido? | Sequência dos eventos e identificadores |
| Teste esperado não gera alerta | O evento foi detectado e chegou ao operador? | Registros da detecção e do recebimento |
Essa última linha merece acompanhamento próprio: o silêncio pode esconder uma falha. Registre os eventos esperados mesmo quando não houver notificação para investigar.
Corrija a cena e depois avalie a regra
Na orientação da Axis sobre desempenho de analíticos, iluminação, posição da câmera, desfoque e manutenção interferem nos resultados. O fabricante também recomenda não depender exclusivamente da classificação de objetos para decidir a gravação. Isso reforça a necessidade de examinar as imagens antes de atribuir todos os alertas ao algoritmo.
Como sequência de trabalho, solicite a inspeção da cena e registre as condições encontradas. Quando houver problema de imagem, encaminhe a correção à equipe responsável e repita a observação. O artigo sobre manutenção do CFTV corporativo ajuda a organizar essa verificação dentro da rotina do empreendimento.
O manual do AXIS Object Analytics documenta cenários envolvendo pessoas e veículos, como cruzamento de linha, presença em área e permanência. Também aponta limitações de iluminação e oclusão. Nesse produto, áreas excluídas deixam de detectar os tipos de objeto selecionados no cenário, e os filtros descritos para movimento em área e cruzamento de linha não se aplicam indistintamente a todos os cenários. O manual orienta usar filtros com cautela e um por vez, pois podem suprimir eventos necessários.
Para a operação, proponha uma hipótese por alteração: qual causa será tratada, qual resultado se espera e qual detecção precisa continuar funcionando. Salve a configuração anterior. Confirme na documentação da versão instalada quais recursos existem; nomes semelhantes entre produtos não garantem comportamento equivalente.
Cenário hipotético: circulação junto a uma doca
Imagine um edifício corporativo cujo analítico de presença em uma área gera alertas durante entregas autorizadas. A equipe recebe a sugestão de excluir toda a doca. Antes de executar, compara a proposta com o requisito: o local deve permanecer monitorado fora do período de recebimento.
Neste exemplo fictício, a investigação precisa distinguir pessoas autorizadas, circulação fora da área pretendida e identificação incorreta. A equipe documenta a hipótese escolhida e prepara passagens autorizadas e eventos que exigiriam resposta. Excluir a região inteira não pode ser aceito sem considerar a cobertura perdida.
O exemplo não representa cliente nem resultado da MB Control. Seu propósito é mostrar que uma lista menor de alertas, isoladamente, não comprova uma configuração melhor.
Teste o que deve alarmar e o que deve permanecer silencioso
Combine um plano de teste com responsáveis e condições de execução. Inclua situações positivas, nas quais se espera detecção, e negativas, nas quais não deve haver alarme. Registre condição de iluminação, trajetória, regra e resultado. Repita os casos afetados pela alteração e aqueles cuja cobertura precisa ser preservada.
O documento Artificial intelligence in video analytics, da Axis, aborda alarmes falsos, eventos não detectados e destaca a avaliação do desempenho no local. A inteligência artificial não substitui o julgamento do operador. Assim, o aceite precisa considerar os dois tipos de erro, sem presumir desempenho universal.
Como métricas de acompanhamento, registre a quantidade de alertas revisados, quantos foram considerados indevidos e quantos eventos positivos de teste foram detectados. Informe também o total de eventos positivos executados. Se apresentar percentuais, explicite o denominador; a parcela de alertas indevidos não mede os eventos que deixaram de ser detectados.
Compare períodos e testes com condições descritas, evitando atribuir à configuração uma melhora causada apenas por menor circulação. No manual do AXIS Object Analytics, o comando Test alarm simula um evento para verificar ações associadas: ele não comprova a detecção de uma pessoa ou veículo na cena.
Contrate evidências de ajuste e uma rotina de revisão
Peça que a entrega reúna definição dos eventos, configurações anteriores e finais, registros dos testes, limitações observadas, pendências e responsável pelo aceite. Defina também quem revisará a operação após mudanças de iluminação, layout ou uso do espaço.
Os critérios devem ser acordados para o empreendimento, sem importar um percentual genérico de desempenho. O comissionamento de sistemas prediais oferece a estrutura para conectar requisitos, testes e decisão de aceite.
Para discutir os serviços de segurança eletrônica da MB Control, reúna a relação de câmeras, exemplos dos alertas e a descrição dos eventos esperados. Essas informações ajudam a delimitar o diagnóstico e as evidências necessárias para avaliar o ajuste do vídeo analítico.
Fontes técnicas consultadas
Consulta em 14 de outubro de 2026: manual AXIS Object Analytics, edição de setembro de 2026; artigo Axis sobre desempenho de analíticos, de 22 de junho de 2023; documento Axis sobre inteligência artificial em vídeo analítico, de março de 2021, disponível no portal oficial. Os links acompanham as afirmações correspondentes.
O quadro, o roteiro de diagnóstico, as métricas sugeridas e o cenário hipotético são elaboração editorial. As referências não indicam parceria ou homologação da MB Control pelo fabricante.
Vamos avaliar os alarmes de vídeo analítico?
Envie as regras atuais, exemplos de ocorrências e as condições de operação para discutir o levantamento e os testes com a MB Control.



